sábado, 18 de fevereiro de 2012

Devir

Olho-te:
e no fixar dos meus olhos te descrevo. Não digo, por necessidade, aquilo que tu és. Digo-te, o que me és. E dispo-te das coisas previas fazendo de ti, minha. Minha criação. 

Sinto-te: 
emocionalmente, descrevo teus momentos. Metamorfoseio tua superfície, teu riso, teu suor, o arrepio dos teus pelos. Descrevo o vento no teu cabelo. Desvendo-te. 

Vendo-te: 
e de olhos cegos, te carrego para um universo só teu, onde para mim, sou só tua, não a única e inequivocamente. Nada, de fato é único. Nenhuma umidade é só. Nenhum algo que me soe calor o é, sem outra parte. Nada de humano é só e simplesmente inatural. Eu, tu, nós. 

Todas: 
tão especiais em nossas coincidências mil. Milhões e milhões de Olívias. Lhes descrevo para o meu Alívio. Lhes escrevo para o meu lirismo.


"Só sei que canto de sede dos teus lábios"

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