quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Helena sorri e se move de um jeito só seu quando acorda. E aquarela um vestidinho rodado: verde, rosa e amarelo, em frente ao espelho. Nos olhos, vermelho. No ombro carrega o mundo numa sacolinha. Nesta, tudo é possível guardar. Mais do que tudo, ela é arquiteta de si e, em si, as possibilidades são mil ou incalculáveis.
Helena constrói seu mundo com pequenos retalhos, gravuras e purpurina fruta-cor que Olívia deixa escapulir. E na primavera sua presença tem frescor de hortelã, mas a brevidade de um suspiro...
Então, noutro dia, ela parece nem se importar com o sol ou a maresia no seu cabelo, saltita e desenha nuvens de algodão na beira do rio, depois as come em pensamento. Com as amigas no fim da tarde é feliz.
Já, no verão, Helena muda suas cores: vermelho, branco e verde escuro. Sapatinho pontudo para combinar. Cartinhas na mão e luzinhas no olhar. Luzinhas de natal e crianças para presentear “temos muitas, é só adotar!”. Recolhe presente. Compra doces. Enche balão. “Hoje não tenho tempo!”. Entrega presente. “A Claudia não veio =(”. É o último dia. “Estou cansada”. Faz muito calor. Aiiiiiiiiiiiiiii!
 Ano Novo, vida nova, reformulada. Tudo branco e um pincel para aquarelar! “Elefante colorido.” Que cor usar?
Helena é feita de todas as cores e cachinhos curtos. Usa então um shortinho retro e batuca um Cartola como carioca no fundo de uma vasilha de sentimentos.
Olivia ri com os olhos e muda o  mundo de Helena que gira tentando manter os pés no chão, mas "a gente na vida foi feito pra voar".

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