domingo, 5 de fevereiro de 2012


Primeiro foram seus olhos. Aliás, que clichê foi nosso amor, desde o início, Olívia. 
O sentimento, ainda desconhecido, me focalizava pelo cristalino , confundia  tua íris com a cor da minha alma e na retina  embaralhavam-se letras.  O verso ainda se formaria e os sonetos passariam a ter seu nome.
Eu, que sempre quis  surpreender. Sempre quis  qualquer coisa que fugisse ao convencional. Mas, Olívia, nós  não conseguimos fugir do “lugar comum” -mais um vez-, e nosso amor esteve escrito em sonetos. Nada de  melodias bachianas.
Eu poderia te encontrar durante um espetáculo de balé, ou numa sala de cinema em que estivessem exibindo  filmes da pornochanchada,  mas escolhemos o lugar de encontros cotidianos e  eu te esperei escondendo meu encantamento por ti  atrás de uma pequena  xícara de café expresso.
Não sei se o rubor era só psicológico mas parecia que o  ligeiro  acelerar de batimentos que acarretava um tremer das mãos, seria meu estado mais normal a partir daquele dia. 

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