Olivia é mais um retalho de mim.
Mais um pedacinho da minha ins-piração diária. Alivio noturno,
mesmo que com esse olhar soturno.
Eu te costurei do lado mais bonito do meu corpo e cuidei de
bordar com açúcar e afeto.
Antes de qualquer melodia eu ensaiei a letra. Antes de saber
em que compasso entrarias eu tinha os momentos exatos de silêncio para você, Olivia.
Eu te sabia minha antes de você, Olivia.
Eu soube a vida antes de você.
Eu soube a vida antes de você.
E esse medo todo da entrega eu também previa.
Preste atenção, Olivia, os receios estão encaixados perto das “pausas” da nossa música. Pausamos. Inspiramos, expiramos. Fôlego, pânico. E seguimos nossa música.
Cantarolemos nossa poesia, verso a verso. Até a redondilha final. Não nos preocupemos e "let it be".
Eu finjo descaso com o nosso amor e nossa costura, Olivia, mas como eu temo não conseguir cortar a linha dessa pedaço de loucura em mim.
Preste atenção, Olivia, os receios estão encaixados perto das “pausas” da nossa música. Pausamos. Inspiramos, expiramos. Fôlego, pânico. E seguimos nossa música.
Cantarolemos nossa poesia, verso a verso. Até a redondilha final. Não nos preocupemos e "let it be".
Eu finjo descaso com o nosso amor e nossa costura, Olivia, mas como eu temo não conseguir cortar a linha dessa pedaço de loucura em mim.
Como eu temo não chegar ao
fim desse soneto com um “Mas que seja infinito enquanto dure”.
É que essa maneira de focar seu olhar longe e me deixar no segundo
plano dos teus olhos me fez pensar 588 vezes a cada vez que eu passava a agulha.
Mas agora já costurei.
A tesoura está aí,
bem nas tuas mãos, Olivia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário